“Freak” Chique?

Dizem por aí que o tema da moda inverno 2009 é inspirado no Folk e suas vertentes, isso inclui o estilo Hippie, os elementos orientais e a América do Norte que faz referência aos índios apaches e ao Velho Oeste.2743843075_525f85a228

Bordados artesanais, estampas florais campestres, desenhos psicodélicos mesclados às texturas gráficas contemporâneas, lenços, cintura alta, vestidos e saias compridas, calças boca de sino, botas com imagens de flores, penduricalhos e penas são alguns dos pontos altos dessa estação.

Pra quem está por fora, o visual da contracultura é motivo de inspiração de famosos estilistas, como Marc Jacobs, Roberto Cavalli e Stella McCartney. Vestir “hippie” hoje significa desleixo chique, estilo democrático, liberdade, charmoso, “original”(característica bastante questionável), freak chique(hein?) despreocupação com o visual, do tipo, coloco qualquer coisa e tá tudo bem. E como hoje tudo acaba em consumo,o estilo hippie não escaparia dessa sina.

O hippie da década de 60 não estava preocupado em vestir a “moda”, em ter um padrão definido, muito pelo contrário, essa comunidade simbolizava a liberdade, o desligamento com os ditames sociais, a busca por vidas alternativas. Com uma esperança vibrante a era hippie promoveu a derrubada das convenções, a improvisação e um modo de vida simples e descontráido, sem nenhuma referência à padrões ditados pela moda.  woodstock-04f3

Hoje esse estilo é um produto, que em algumas estações está em alta e em outras nem tanto. A banalização desse modo de vida é evidente e superficial, encontramos matérias sobre o tema “Aprenda a ser hippie”, “Seja Hippie Chic como fulana de tal”. Total contradição,não?

O que eu penso que é freak nisso tudo é um movimento que pregava o total desprendimento ao consumo na sociedade moderna ser alvo da padronização propiciada pela moda. E de chique isso não tem nada.

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9 Responses to “Freak” Chique?

  1. Daniel disse:

    Valeu Juh, gostei de ler sobre isso! Realmente é bem estranho e extremamente contraditório ler “Aprenda a ser hippie” e “Seja Hippie Chic como fulana de tal”. Hippie chique! aUAHuah! Muito bom, está de parabéns!

  2. Adriana disse:

    pois é, a gente sempre ouve que a moda vive de resgatar visuais de diferentes épocas que, de tempo em tempos, são “repaginados” e aparecem nas passarelas! mas “moda hippie” realmente é uma contradição e tanto.. aliás, essa história de “Aprenda a ser hippie” foi muito boa e é a cara dessas revistas de moda!! 😀
    o pior de tudo é que eu adoro esse “estilo” de roupas.. então é melhor parar de escrever antes que eu seja tão contraditória quanto no meu comentário! hahah
    parabéns xu! :**

  3. Sâmya disse:

    eu acho que todo mundo deveria andar pelado.
    será que isso entra na categoria “hippie chique”?

  4. veronica disse:

    hahaha, é estranho, não?
    é uma coisa muito esquisita mesmo, sabe. é dificil comentar sobre isso porque, sem querer ser clichê, acabo já sendo! e, continuando nele, o que não vira consumo nesse mundo que vivemos? o que não vira produto de comércio? é difícil, muito difícil achar alguma coisa que esteja totalmente livre das amarras do capital, né? (olha! outro clichê.)
    irônica e contraditória modernidade (pós-modernidade, ou melhor, contemporaneidade!).

    beijo juu! 😀

    ps.: isso é só um comentário empolgado, haha, sem a intenção de crucificar ou libertar qualquer ideologia, tá? x)

  5. Não sei. Acho que são outros tempos. Analisar cronologicamente é contraditório, de fato. Mas talvez o hippie tenha aberto espaço pra outros “fenômenos”, como esse daí.

  6. Sérgio Rangel disse:

    aaheiuhaeiu
    verdade! hoje já tem hippie chique, burguês e careta.

    boa sacada ju!

  7. darshany disse:

    ja sabia do post antes de lerrr êê hahahaha
    adorei 🙂

  8. “O hippie da década de 60 não estava preocupado em vestir a “moda”, em ter um padrão definido, muito pelo contrário, essa comunidade simbolizava a liberdade, o desligamento com os ditames sociais, a busca por vidas alternativas. Com uma esperança vibrante a era hippie promoveu a derrubada das convenções, a improvisação e um modo de vida simples e descontráido, sem nenhuma referência à padrões ditados pela moda.”
    Mas será que era mesmo tão diferente do que é hoje?
    O questionável aqui, é o modo como o modismo acomete as pessoas.
    Mercado, produto,consumo, tudo sempre foi e é desde a Revolução Industrial. Hoje somente é escrachado, aberto, porque a sociedade da época era menos tolerante que hoje. Eu me pergunto, qual moça que mesmo negando veemente não achava fantástica aquela vestimenta, poder andar de cabelos ao vento sem muitas preocupações estéticas entre outras coisas?
    Chique é você fazer e falar o que quer e tem vontade sem que precise se esconder atrás de ideologia alguma, usando um jeans surrado, um terninho Chanel, ou uma camiseta básica, afinal quem é você, as suas ações ou que você veste?

  9. luiz disse:

    bandana nunca sai de moda!
    =D

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