Super carismático

Esse é Cléber Carminati, chefe do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo. Sempre disposto a atender aos alunos, muito simpático e bem humorado, participante do Balão Mágico na Ufes,( um dos próximos assuntos do blog) é um dos meus preferidos da Universidade. É com ele que fiz uma entrevista para o blog Drop Out Now.

1. O que você pensa sobre o movimento de Contracultura?

Fundamental. Se hoje temos valores e atitudes mais arrojadas em relação à assuntos como casamento, sexualidade, papéis sociais, comportamentos etc. foi em função desse movimento que rompeu com o conservadorismo das gerações anteriores. Liberdade foi a grande palavra de ordem (sem muita ordem também).

 2. Tem algum fato que aconteceu na década de 60/70 que marcou para você?

Que tenha me marcado por vivência nem tanto (era criança ainda neste período e não eramos tão “bem informandos” quanto hoje. Mas Maio de 68 fez parte de minhas leituras de formação juvenil e universitária.
 
3. Na sua juventude você se inspirou nesse movimento para lutar por alguma causa?

O movimento do “balão” foi muito inspirado no “é proibido proibir” dos grafites nos muros de Paris, bem como na idéias dos coletivos de auto gestão desses movimentos. Temos que lembrar dos beatniks dos anos 50 nos EUA e das rádios livres da Itália dos 70.
 
4. Qual é a relação entre o movimento de cinema Nouvelle Vague e a Contracultura?

Não sei direito, não sou um especialista no assunto, mas acredito que a quebra de alguns paradigmas mais tradicionais foram incorporados pela maneira de fazer cinema daqueles jovens cineastas.
 
4. O que pensa sobre o movimento de Contracultura especificamente no Brasil?

No Brasil, com a ditadura militar a coisa não teve grandes repercursões, a não ser no universo urbano das grandes capitais e da mídia com assuntos de comportamento e artístico, principalmente no meio musical.
 
5. Sobre a música, que foi característica forte do movimento, qual o seu estilo/banda favorito?

Com já disse, eramos muito criança na época e muito isolados. Só fui ter contato mais tarde, no final dos anos 70 e 80 com a abertura política. Claro que o Rock foi o ritmo que mais me fez a cabeça, principalmente no Brasil dos 80. Mas fui muito influenciado pelo Punk.
 
6. Na sua opinião, quais são os resquícios da Contracultura na atualidade?

Ainda estamos absorvendo muito da revolução que foram esses movimentos dos 60/70, principalmente em termos de comportamentos. Mas tenho a sensação que demos um passo atrás para irmos caminhando para frente, pois as mundanças na sociedade como um todo são lentas; e é assim que caminha a humanidade.

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4 Responses to Super carismático

  1. Darshany L. disse:

    também ADORO o carminatti! show a entrevista, ju.

  2. Flora disse:

    Carminati é o CARA.
    Adorei a entrevista.

  3. LSReis disse:

    Os professores estão dominando as entrevistas! hehe ^^ Eles são nossos grandes exemplos ^^ Me junto ao coro, admiro e adoro muito o Carminti! Legal saber mais sobre ele =)

  4. […] Cléber Carminati, no Drop Out Now (de Júlia Nogueira) […]

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