clima sexta-feira

27/01/2012

Essas são algumas músicas com clima de sexta-feira, achadas em diferentes blogs e sites.

1. A lindinha dupla BOY – uma é alemã e a outra sueca – lançou o primeiro álbum, chamado “Mutual Friends”. Intitulada como “pop indie”, a música little numbers é o primeiro single, com clipe. Ensolarado, alegre, com bonitas imagens de Barcelona, em um dia comum. Influências de Feist e Phoenix são citadas, e realmente faz sentido.

2. O clipe de Mika, “Elle Me Dit”, todo colorido, divertido e com personagens “excêntricos” me lembra um pouco os filmes do espanhol Pedro Almodóvar.  E as texturas nas paredes, especificamente  o longa “O que eu fiz para merecer isto?”. Ele é radicado em Londres, mas seus país de origem é o Líbano.

3. E, por último, a canção “Different” da mexicana Ximena Sariñana. Calor, piscina, cores e danças ensaiadas com boias. Bem divertido o clipe de Ximena.


inquietos

27/01/2012

Só de assistir ao trailler do filme “Inquietos”, de Gus Van Sant, meus olhos encheram de lágrimas. A química entre Mia Wasikowska e Henry Hopper parece que deu certo. E, além disso, normal esperar emoção de uma história inspirada no bonito amor de Harold e Maude, de “Ensina-me a Viver” (1971). O longa parece tratar o amor de uma forma delicada e espontânea.

Não vou contar a sinopse do filme, pois o trailler faz isso melhor e com lindas imagens. Não vejo a hora de estrear nos cinemas capixabas – só torcer para não demorar muito.


bem-vindo, beirut

25/01/2012

Zach Condon é o vocalista da banda norte-americana Beirut, formada por mais cinco integrantes. Não conhecia nenhuma música da banda. Na verdade, só tinha escutado por postagem de algum dos contatos do facebook a música “Leãozinho”, de Caetano Veloso, cantada pela banda. Mas lembro que nem procurei ouvir mais coisas deles. O português “gringo”, o “acento” diferente acabou passando batido.

Há algumas semanas, passeando pelo “mar” de clipes disponíveis no youtube, encontrei “Santa Fe”. E descobri que a música é o primeiro single do terceiro álbum dos meninos, chamado “The Rip Tide”. Foi uma canção que eu gostei logo da primeira vez que ouvi. E não é com toda música que isso acontece.  Parecia que eu já tinha ouvido a animadinha “Santa Fe” em algum filme, não me parecia estranha. Só sei que adicionei aos meus favoritos para pesquisar mais depois.

E descobri que eles já tinham se apresentado no Brasil há uns 3 anos, e eu nunca tinha ouvido falar. Com “Elefhant Gun – do primeiro álbum -, inclusive, eles passaram a compor a trilha sonora da minissérie Capitu, em 2009.  E a partir disso, ficaram mais conhecidos no Brasil. A música é bonita, tem uma melodia diferente com os intrumentos utilizados pela banda.

Alguns críticos dizem que o terceiro álbum é mais pop, mas que ainda tem influências de produções do leste europeu, com o uso de sanfonas, instrumentos de sopro e ukeleles. Gostei muito das músicas que ouvi, mesclas dos três álbuns do Beirut. São agradáveis, originais e algo na voz do Zach me agrada bastante. “A Sunday smile”, “Nantes” e “A Candles fire” foram algumas das que mais gostei.

Influências

Em entrevista à Folha Ilustrada, em 2008, Zach disse que é fã da Tropicália, assistia aulas de português, mas nunca foi capaz de escrever algo na nossa língua. Mas que as classes o ajudaram nas canções prediletas de Cateano Veloso e de Gilberto Gil. O cantor tem letras inspiradas na literatura latino-americana de Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez e Roberto Bolaño; e também do cinema francês.


doces vícios

24/01/2012

Dois discos doces – lançados em 2011 – que eu não consigo parar de ouvir: “Cancões de Apartamento”, de Cícero, e “Pitanga”, de Mallu Magalhães, são apaixonantes.

Cícero compôs todo o álbum. São letras suaves, solitárias e daquelas músicas que a gente se importa mais com a letra do que com o ritmo. Quer ouvir com atenção cada faixa. Uma voz bonita – no fundo com um “s” carioca – , ele encanta. A primeira delas é “Música de Pipa”, um vício meu que ganhou clipe.  “Ensaio sobre ela” é de um amor que chega de repente, com versos simples que representam tanto para os ouvidos e sentidos. A linda “Vagalume”  traz referência a Caetano, e “Pelo Interfone”, a Tom Jobim. Recomendo muito o CD, que está disponível para ser baixado na internet.

E Mallu. A menina esquisitinha, às vezes, criticada por querer “forçar” um jeito que não lhe cabia bem. Quantas entrevistas já assisti dela e fiquei com uma imagem ruim. Mas, tenho que dizer que suas músicas me agradavam, mas  nada demais. Nada que me fizesse querer comprar um CD dela, acompanhar sua carreira ou ir a um show. É aí que “Pitanga” mudou isso tudo. No clipe de estreia, “Velha e Louca”, a paulista mostra que cresceu, amadureceu.

As faixas “Porque você faz assim comigo”, “Sambinha bom” e “Olha só, moreno” estão no meu repeat e devem demorar para sair. Tenho que dizer que ela ganhou bastante influência de Marcelo Camelo, mas nem acho isso ruim. O novo disco está um doce, com letras simples e bonitas, assim como o trabalho de Cícero.  Músicas boas para escutar durante uma viagem,  no quarto ou para ouvir em um show mais intimista.