A moda era não seguir moda

27/05/2009
Grande revolução no comportamendo da mulher. Aconteceu na década de 60. Era o fim da moda única, sinal de liberdade, a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.

mary_quant_minissaiaA minissaia dos anos 60, com certeza foi o grande acontecimento. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: “A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”.

O unissex abriu espaço para as blusas sem gola e o jeans. Pela primeira vez as mulheres ousaram vestir roupas tradiocionalmente masculinas, como o smoking, lançado por Yves Saint Laurent, em 1966.

Essas mudanças alcançaram também as lingeries, com o uso da calcinha e a meia calça, peças que facilitavam a dança do twist e o rock, além de trazer conforto e segurança para o uso da minissaia.

twiggy

twiggy

Personalidades como a modelo Twiggy, a cantora Joan Baez e as atrizes Audrey Hepburn, Natalie Wood e Jean Seberg acentuaram os efeitos dessa nova atitude.


A força da estrela

19/05/2009

 

All Star está no grunge, indie, punk rock, ou seja, no cenário alternativo, underground, não só aqui no Brasil, mas também nos outros países.

the studio

the studio

 Em Nova Iorque, estive em um lugar chamado The Studio, que por sinal era o máximo. No subsolo da boate Webster Hall, o espaço era dedicado para bandas alternativas. Com música de qualidade, estilos variados, um bar típico de filmes americanos e pessoas que faziam jus ao estilo da cidade cosmopolita. E sim, como qualquer canto alternativo de NYC era comum achar All Star. De todos os tipos.

 

 


“Freak” Chique?

07/05/2009

Dizem por aí que o tema da moda inverno 2009 é inspirado no Folk e suas vertentes, isso inclui o estilo Hippie, os elementos orientais e a América do Norte que faz referência aos índios apaches e ao Velho Oeste.2743843075_525f85a228

Bordados artesanais, estampas florais campestres, desenhos psicodélicos mesclados às texturas gráficas contemporâneas, lenços, cintura alta, vestidos e saias compridas, calças boca de sino, botas com imagens de flores, penduricalhos e penas são alguns dos pontos altos dessa estação.

Pra quem está por fora, o visual da contracultura é motivo de inspiração de famosos estilistas, como Marc Jacobs, Roberto Cavalli e Stella McCartney. Vestir “hippie” hoje significa desleixo chique, estilo democrático, liberdade, charmoso, “original”(característica bastante questionável), freak chique(hein?) despreocupação com o visual, do tipo, coloco qualquer coisa e tá tudo bem. E como hoje tudo acaba em consumo,o estilo hippie não escaparia dessa sina.

O hippie da década de 60 não estava preocupado em vestir a “moda”, em ter um padrão definido, muito pelo contrário, essa comunidade simbolizava a liberdade, o desligamento com os ditames sociais, a busca por vidas alternativas. Com uma esperança vibrante a era hippie promoveu a derrubada das convenções, a improvisação e um modo de vida simples e descontráido, sem nenhuma referência à padrões ditados pela moda.  woodstock-04f3

Hoje esse estilo é um produto, que em algumas estações está em alta e em outras nem tanto. A banalização desse modo de vida é evidente e superficial, encontramos matérias sobre o tema “Aprenda a ser hippie”, “Seja Hippie Chic como fulana de tal”. Total contradição,não?

O que eu penso que é freak nisso tudo é um movimento que pregava o total desprendimento ao consumo na sociedade moderna ser alvo da padronização propiciada pela moda. E de chique isso não tem nada.