I wanna rock

05/05/2009

“No espetáculo convencional, o artista procura fazer  que o público se identifique com ele e nele se anule. É uma técnica reacionária. No rock são os músicos que devem se identificar com o público e se anular no público. É um sentimento revolucionáro. O som amplificado, que corta toda possibilidade de comunicação não só com a pessoa ao lado mas de cada pessoa consigo mesma. As luzes relampejantes, que diluem as relações de espaço e anulam a capacidade de orientar-se segundo o hábito embrutecedor do espaço tridimensional. Então tudo explode. Explode a segurança que o Sistema oferece. Explode a segurança que oferecem a rotina e os hábitos, aceitos passivamente porque são mais cômodos e ajudam a sobreviver. O homem se encontra consigo mesmo e ao mesmo tempo confundido com uma multidão infinita de outros homens. Não somos gente de espetáculo,não fazemos espetáculo. Somos apenas provocadores de um rito.” kimi hendrix

 

É nesse depoimento instigante que Bill Mundi, do conjunto Mothers of Invention, descreve sobre o sentimento de estar em um show de rock. Esse gênero de música passou longe de ter um significado apenas musical, conseguiu expressar um envolvimento social e um novo fenômeno cultural.  Foi a saída alternativa que os jovens da década de 60/70 encontraram para exprimir o descontentamento em relação à sociedade.

Purple Haze de Jimi Hendrix, tocada no Festival de Woodstock, é  uma música indicada para quem tem interesse de sentir o clima do rock naqueles tempos.

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